O que a maioria de nós busca no outro?

Aline Felix

Mas, afinal, o que a maioria de nós busca no outro?
Não precisa vir com o mais lindo e maior buquê de flores, com aquelas rosas raras, belas e maravilhosas, nem toda mulher liga para isso. Não é essa essência da coisa. Vou pegar um papel, uma caneta e desenhar…

Basta você se preocupar. É isso!

Vocês não sabem como uma mensagem de bom dia muda nosso dia, ou quando vocês perguntam como estamos e o que estamos fazendo. Até mesmo quando perguntam sobre nossa família, do nosso peixinho dourado, ou dos nossos cachorros.

Não gostamos de pessoas frias, e por favor, deixa para ser frio para quando morrermos. Nesse caso também não precisaremos de um abraço quente e apertado. Já partimos!

Aproveita que agora, neste exato momento estamos interessadas. Se você não sabe nos valorizar, vem um que mostra que merecemos mais que migalhas de pão, essas que jogamos para aqueles milhares de pombos em praças.

Queremos que nos faça rir, rir de tanto chorar, que não borre nossa maquiagem caríssima porque nos deixou esperando, por suas mentiras e vacilos. Você pode até brigar com a gente, mas que seja porque erramos e você está tentando nos fazer entender o quão boba fomos ao tomarmos uma atitude sem pensar.

Afinal de contas, se for para ser esse jogo de desinteresse, de quem se ausenta mais, eu simplesmente abrirei a porta, darei um passo e largarei você, sozinho, parado, me olhando partir. Com toda certeza eu não irei me virar.

A verdade é que não tenho mais tempo para joguinhos, pois já tenho meu Playstation 3 cheio de jogos. Nele posso apostar corrida em Need for Speed ou entrar em um luta corporal com o Sub-Zero em Mortal Kombat dando fatality em todo mundo. É bem mais legal!

Já tenho jogos, passo o dia todo tendo que ter jogo de cintura com meus clientes. Eu só quero você comigo, presente de corpo e alma. Não precisa ouvir tudo o que eu tenho a dizer, pois eu sei que palavras jamais vão faltar.

Quero sentir que está ali. Sem mensagens, sem celular, sem distração.

Entendam que a única pessoa que pode estragar o que sentimos por ela, é ela mesma. Essa é a parte mais difícil. Pois chances não são distribuídas como uma senha de quando você vai no Banco, está mais para um sorteio da Tele Sena.

Eu, por exemplo, esgotei todas chances no passado. Hoje é apenas uma. Se você perde o bonde vai voltar a pé para casa.

Não é maldade, mas as pessoas precisam ser mais sensíveis aos outros. Aprendam por favor, a se colocarem no lugar do outro, do ouvinte.
Parem de agir como uma criança mimada, acreditando que tudo o que você fizer será perdoado. Não somos seus pais, não vamos passar a mão na sua cabeça.

Antes de amarmos um homem amamos a nós mesmas. Então, o final da história você já sabe.

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Aline Felix
Nascida em 1989, na cidade de São Paulo é formada em jornalismo pelas Faculdades Integradas Rio Branco. Blogueira e metida a escritora é apaixonada por prosas, crônicas e contos. Seus sentimentos e pensamentos ela expressa em seu blog “pelos olhos da cidade”. Dedicada, esforçada, exageradamente dramática e otimista, procura ver a vida de uma forma simplista. É uma antítese incessante.

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