O que fazer quando seu parceiro tem planos diferentes dos seus?

Resiliência Humana

As pessoas pensam de forma diferente – o que é ótimo, mas isso pode gerar intrigas entre as partes de um relacionamento. Muitos casais optam por escolher um psicólogo para ajudar a resolver essa questão, outros tentam solucioná-la sozinhos antes de procurar ajuda profissional.

Independentemente de qual seja a sua escolha, confira as dicas que preparamos para você e avalie quais delas podem ser colocadas em práticas no seu relacionamento.

Dicas para casais que têm planos diferentes

Um adora balada, o outro é mais caseiro. Um quer fazer festa de casamento, o outro prefere apenas juntar as escovas de dente. Um deseja fazer mestrado fora do país, o outro prefere passar em um concurso público. Um quer ter filhos, o outro não. E agora? Como conciliar planos tão diferentes em um relacionamento?


Se você acha que a única solução é terminar e procurar alguém mais parecido com você, saiba que há outras alternativas. Você não precisa abrir mão do amor que vocês construíram por conta das diferenças, até porque, dificilmente, vai encontrar alguém exatamente igual.

O senso comum diz que os opostos se atraem, o que pode ser válido por algum tempo, porém as afinidades também são importantes em uma relação. Se elas não são frequentes, o segredo está em saber lidar com as diferenças. Lembre-se que os atritos existem até mesmo em casais que têm gostos muito parecidos. Então, se relacionar apenas com quem é exatamente como você para evitar intrigas pode ser um erro.

Não tente mudar o outro

A primeira e talvez mais importante dica é não tentar mudar o outro. O respeito às diferenças deve ser mútuo e conversar sobre elas, expondo os seus motivos de não gostar de determinadas atitudes, é válido quando você não tenta impor a sua opinião.

Saiba separar o que é uma diferença que pode ser conciliada com algo que fere os seus valores pessoais, por exemplo. Tenha sempre em mente que você não tem o direito de mudar a outra pessoa, mas ambos devem se adaptar, na medida do possível.

Se conheça

É muito importante se conhecer para melhorar a relação com o outro. Saber identificar o que lhe faz mal do que é apenas um comportamento diferente do seu é essencial para chegar a um acordo. O autoconhecimento permite que avalie o que quer para si, para, assim, conseguir expor ao outro e decidir o que você pode dar o braço a torcer e para o que é preciso dizer não para evitar sofrimento.

Resolva seus conflitos internos

Muitos problemas de relacionamento ocorrem porque uma das partes carrega traumas e conflitos de outras relações, sejam amorosas ou familiares. Analisar a bagagem emocional para identificar esses traumas pode ajudar.

“Abram mão” de suas individualidades

Nesse caso, ambos precisam colaborar abrindo mão de determinadas individualidades para conquistar outras coisas juntos. Analise o que é de extrema importância para você e que pode passar batido para o outro.

Exemplo: vocês possuem religiões diferentes. Para um, o casamento religioso é importante, enquanto que, para o outro, “tanto faz”. Fazendo essa análise, é possível chegar à conclusão de qual cerimônia religiosa fazer, já que um indivíduo pode abrir mão da sua religião sem ferir seus valores em prol da felicidade do outro. Lembrando que essas decisões devem ser tomadas com convicção, para não gerar conflitos futuros.

Se um pretende ter filhos e o outro não, é preciso avaliar se um dos dois não poderia abrir mão da sua individualidade em benefício do outro. É claro que ninguém deve se anular, mas também não se pode desprezar o companheiro. A felicidade em um relacionamento existe na medida em que fazemos a nossa parte e incentivamos a outra pessoa a fazer a sua.

Mantenham o diálogo

Uma relação sem diálogo tende a ser arruinada. Muitas vezes, por orgulho ou para evitar contradições, deixa-se a conversa de lado. É necessário partilhar sentimentos, dúvidas e desejos. Até mesmo os que vivem uma relação harmoniosa estão sujeitos a sofrer por acharem que está tudo bem e que não é preciso “discutir a relação”.

Procure um psicólogo

Se nenhuma das dicas derem certo, talvez seja a hora de buscar ajuda profissional. Um psicólogo poderá ajudá-lo a avaliar se o relacionamento conflituoso deve ser levado adiante ou se realmente não há o que fazer

Muitas vezes, quem está no meio do atrito não consegue fazer uma avaliação consciente e precisa de orientação, até para não se arrepender depois, agindo por impulso. Caso vocês não tenham condições de avaliar sozinhos se o relacionamento tem chances de se recuperar, busquem ajuda de um psicólogo especialista em relacionamentos.

Tenha em mente que semelhança não é garantia de um relacionamento perfeito. O segredo está na habilidade em discutir as diferenças e resolvê-las, dar o braço a torcer e entender que uma relação a dois deve beneficiar ambos. O respeito deve estar sempre em primeiro lugar. Assim, é mais fácil conviver com as diferenças, aprender a tolerar, ter mais paciência, e evoluir enquanto casal.

FONTEPsicólogos Berrini
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