Não se contente com quem só molha os pés. A-MAR é entrar de corpo e alma!

Jéssica Pellegrini

A-MAR é entrar de corpo e alma!
Em ondas de pensamentos, te contar sobre os meus sentimentos é apenas um detalhe.

Eu quero que você leia com o coração e, espero, que de alguma forma, todas essas verdades inundem a sua paz interior.

Tudo isso me corrói por dentro. Por ser muito bom, por ser limitado e eu não ter acesso e, principalmente, por saber que está perto, mas não posso dominá-lo. Olhando para o mar, me pergunto qual a força de um oceano?

Tenho a maré desse lado, mas sei que existe o seu, também. Nos encontramos no meio dessas praias quase desertas e, na falta da reciprocidade, acredito que você não consiga, sequer, imaginar o quanto as ondas são envolventes.

Dois corpos na mesma sintonia. Isso é estar junto, mesmo que indiretamente.
Há tantas coisas que não entendemos e não acreditamos, mas mesmo assim existem…

Eu sei que você deve estar pensando que eu falo demais, que argumentar é um dos meus hobbies preferidos, sendo assim, vou tentar ser o mais clara possível: eu não sei como te levar embora comigo, não sei o que fazer com tudo o que eu planejei antes de te conhecer.

Me considero uma pessoa sortuda por sentir o amor. Tantas pessoas desejam vivê-lo, mas você o tem em suas mãos e não se importa em deixá-lo escorrer entre os dedos. Posso te pedir um favor?

Idealize a sua miragem mais fascinante e saiba que eu sempre estarei lá, mesmo que não me enxergue. Você vai precisar atravessar se quiser chegar até mim, eu não sei nadar. Se eu for me aventurar, vou me afogar.

E com todas essas inúmeras turbulências, acabo me afundando por cansar de te esperar. Você é pesado demais, parece uma âncora. Se algum dia nos encontrarmos nesse oceano frio, por gentileza, coloque uma escrita dentro da garrafa, um sinal ou me suba à superfície. Preciso ser leve, com urgência.

E, então, eu seguro forte as suas mãos e você me salva. Mas por enquanto, sou apenas uma pequena ilha imperceptível, do outro lado do seu mar de egoísmo.

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Jéssica Pellegrini
Nunca confie em uma escritora confusa e romântica. As controversas entre um texto de amor e outro de desilusão, podem causar questionamentos pessoais. Consequentemente, sequelas mais graves.

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