Não deposite frustrações passadas em amores futuros

Resiliência Humana

Se tem alguém que tem péssimas experiências com amores passados, essa pessoa sou eu. Aliás, escrever sobre relacionamentos não implica, necessariamente, em sucesso com eles. Azar, escolhas erradas, impossibilidades, tudo acontece comigo. No entanto, apesar de tantas quedas, procuro não depositar frustrações passadas em amores futuros. Termino um relacionamento e encerro um ciclo. Começo outro devidamente disposta, esperançosa e como se estivesse começando do zero.

O que acontece, entretanto, é que as pessoas começam outras histórias sem resolver questões antigas. Mais do que isso, dão chance a novos amores, mas os tratam como amores antigos. Depositam mágoas, ressentimentos, inseguranças naqueles que não têm nada a ver com o sofrimento de antes. Já começam novas páginas, manchando-as com resultados de experiências passadas.

Aí não há tentativa de fazer diferente que resista. Por mais que eu esteja totalmente aberta a novas histórias, mesmo que elas sejam repetições das antigas, acabo encontrando resquícios de frustrações em cada uma delas. Pessoas que não conseguem se desvencilhar de paixões antigas, aquelas que trazem na bagagem uma frieza e crueldade depois de terem sofrido por amor, os que já desistiram de relacionamentos e estão apenas de passagem. Há muito peso em novos começos.

Todos tentam recomeçar, mas poucos recomeçam de fato. Para iniciar um novo ciclo, é preciso fechar o antigo. Levar o sofrimento de amores fracassados apenas como aprendizado e não como bagagem. Depositar frustrações em novos amores é condenar imediatamente o começo ao fracasso. É iniciar uma história, sabendo exatamente do seu fim. O outro não merece levar a culpa por motivos que nem ao menos conhece.

Dessa forma, é preciso encerrar. Histórias, ciclos, amores, sofrimentos. Só quem coloca um ponto final pode realmente iniciar um novo parágrafo. Definitivamente, não há como curar corações partidos, partindo outros. Por isso, ao dar início à novas histórias, certifique-se de que elas estão sendo construídas sobre superfícies planas, sem resquícios de rachaduras passadas. Só assim, é possível construir a base de grandes estruturas.

Liberte-se do passado. Ele já passou.

VIAIsabela Nicastro
FONTESem travas na lingua
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