Eu, ser infeliz? Não, obrigado (a)!

Cris Souza Fontes

Uma coisa no meio de tudo que eu já aprendi nesta vida é que você escolhe se quer ser feliz ou infeliz e por quanto tempo.

Algumas pessoas chegam para conversar comigo, contam de suas dores, problemas e, muitas, delas repetem o mesmo dilema, como se ela mesma insistisse em se manter em um emaranhado de problemas, já que eles nunca cessam! Vai um e logo em seguida ela consegue encontrar outro e vai vivendo nesse círculo constantemente, e tudo que penso é que foi ela quem escolheu viver assim, ninguém mais! Não foi a mãe dela, nem os irmãos, nem o marido ou o namorado. A escolha foi dela!


Sei de pessoas que sofrem por amor e fazem com que esse sofrimento dure uma eternidade, não compreendendo a perda e não aceitando a dor, mas ainda assim, mantendo-a por um longo tempo.

A dor, inevitavelmente, vem em nossa vida em algum momento. Fato. Mas o que você fará com ela é onde está a diferença. Você pode guardá-la para si e mantê-la por muito tempo ou pode fazer dela uma experiência e recomeçar.

Você pode lamentar da vida, das pessoas, reclamar de tudo ou agradecer por cada criatura desagradável que Deus coloca em sua vida, já que isso o faz ser melhor e aprender a usar a paciência.

Digamos que, ser infeliz é o caminho mais fácil. Uma porta mais larga de se entrar.

O negativismo é fácil de nos tomar, dominar porque somos tão imperfeitos que o ruim sempre estará muito mais perto de nós. Agora, a felicidade, meus amigos, é um caminho de difícil acesso e uma porta bem estreita que, muitas vezes, preferimos nem entrar por acharmos que, ser feliz é complicado demais, é difícil demais e que sair da sua zona de conforto-sofrimento é algo ruim demais pra se viver agora.

Daí você escolhe. Passa dias, meses, anos revivendo uma dor, buscando conflitos repetitivos, por não saber viver de outro modo. Pensa que lamentar ou resmungar é tudo que a vida trouxe para você, sem saber que é você quem faz sua vida ser como é!

Por isso, escolhi ser feliz. Escolhi ser positiva, acreditar em mim e em minha capacidade de modificar as coisas e em ver beleza em cada gesto.

Ontem, vi um avô abraçar seu netinho em uma praça com uma alegria imensa no rosto. Hoje, vi um casal de cinquentões subindo a rua de mãos dadas e a intimidade era a maior de suas companheiras. Eles eram felizes, eu fui feliz enquanto observava, porque, por alguns instantes, esqueci que batalho todos os dias por minha carreira, por minha sobrevivência e que também tolero pessoas desagradáveis.

Eu posso escolher. Você pode escolher. Infelicidade não é para mim, mesmo que ela passe por mim em algum momento. Viver lá eu não quero, não vou.

Não posso ser infeliz se tudo que vejo a minha volta é felicidade, porque simplesmente, mudei a forma que eu vejo o mundo. Dor? Meu coração carrega algumas, mas elas não me derrubam. São companheiras, mas não me dominam.
São elas que fazem de mim a pessoa que sou, que sabe fazer escolhas, apesar de tudo.

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Cris Souza Fontes
Escritora, blogueira, amante da natureza, animais, boa música, pessoas e boas conversas. Foi morar no interior para vasculhar o seu próprio interior. Gosta de artes, da beleza que há em tudo e de palavras, assim como da forma que são usadas. Escreve por vocação, por amor e por prazer. Publicou de forma independente dois livros: “Do quê é feito o amor?” contos e crônicas e o mais espiritualizado “O Eterno que Há” descrevendo o quão próximos estão a dor e o amor. Atualmente possui um sebo e livraria na cidade onde escolheu viver por não aguentar ficar longe dos livros, assim como é colunista de assuntos comportamentais em prestigiados sites por não controlar sua paixão por escrever e por querer, de alguma forma, estar mais perto das pessoas e de seus dilemas pessoais. Em 2017 lançará seu terceiro livro “Apaixonada aos 40” que promete sacudir a vida das mulheres.

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