Enganar a si mesmo ajuda os relacionamentos a darem certo

Resiliência Humana

Homens atraentes tendem a subestimar o interesse das mulheres sobre eles. Já os homens que deixam a humildade de lado e acreditam ser irresistíveis (mesmo que as mulheres não pensem isso), superestimando o interesse delas. Rapazes que procuram uma relação de uma noite só também são mais propensos a acreditar que a parceira está muito a fim deles.

O sexo feminino, no entanto, mostra o oposto: elas estão sempre subestimando o interesse dos homens nelas, mesmo quando se trata de sexo casual.

Isso é o que indica um novo estudo feito por psicólogos da Universidade do Texas. Eles afirmam que esse jogo de enganar a si mesmo sobre o sentimento do outro ajuda os relacionamentos a darem certo – mesmo que seja apenas algo ocasional.

O estudo também mostra que os homens não têm tanta certeza das sutilezas não verbais das mulheres, como um sorriso com segundas intenções.

Mas por que isso acontece? A resposta está na pressão evolutiva. Há dois grandes erros que um homem pode cometer: o primeiro é pensar, “uau, essa mulher está realmente interessada em mim” e levar um fora. Mas o segundo erro é muito maior em termos de processo evolutivo: o homem pensa que a mulher não está interessada nele e perde uma oportunidade de acasalamento.

Por isso, a tendência dos homens é superestimar o interesse das mulheres, principalmente se eles superestimam sua própria capacidade de atração. Isso se reflete em homens menos atraentes que tem ilusões positivas com as mulheres. Já os homens realmente sedutores não precisam enganar a si mesmos.

Do lado feminino, as mulheres podem subestimar o interesse dos homens para evitar serem vistas como promíscuas. Além disso, essa é uma forma delas colocarem uma “barreira de seletividade” para que os homens realmente interessados possam a superar. [LiveScience]

ATUALIZAÇÃO (Para ficar bem claro):

1-A mulher SUBestima (estima a menos) o interesse do homem nela e ele faz o contrário;
2-O homem SUPERestima (estima a mais) o interesse que a mulher sente por ele.

Basicamente ele se sente o “bonzão”, quando em realidade não está com esta bola toda e ela pensa que o homem não está atraído por ela, quando ele esteja interessado. Estas duas características opostas acabam se equalizando.

O que os pesquisadores inferem é que, evolutivamente, esta é a melhor estratégia para maximizar a reprodutividade entre humanos e, como tudo que aumenta as chances de produzir rebentos, este comportamento instintivo e inconsciente foi passado adiante até nossos genes, por nossos antepassados.

VIASTEPHANIE D’ORNELAS
FONTEHypescience
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