Educação Sistêmica: atuar de forma simples e marcante, atingindo os objetivos propostos.

Resiliência Humana

A Educação Sistêmica não é na verdade uma metodologia em si. Ela mostra como muitas das intervenções desenhadas para solucionar problemas na relação escola-aluno-família falham devido ao desconhecimento das leis inconscientes que governam o grupo familiar. Mostra ainda como é possível, através do conhecimento dessas leis,  atuar de forma simples e marcante, atingindo os objetivos propostos.

“Nenhuma criança é difícil. O sistema é difícil. Algo em sua família encontra-se fora de ordem. A desordem principal de uma família é que alguém foi excluído ou esquecido. O que então uma criança difícil faz? Olha para aqueles que foram excluídos. À medida que os excluídos retornam ao campo de visão, a criança fica desobrigada. (…) Como crianças, os pais também costumavam olhar para alguém. Especialmente os pais que julgamos difíceis são crianças que estão olhando para uma pessoa excluída. Muitas vezes não estão disponíveis para seus filhos, pois olham para a pessoa excluída.
De que depende, em última instância, também no caso das Constelações Familiares espirituais? Que todos recebam o seu lugar, que aqueles, aos quais foi negado o seu lugar, recebam-no de volta. Assim todos respiram aliviados.
(…) As crianças mais difíceis são aquelas com o maior amor. Muitas vezes, porém, não sabemos para onde estão olhando.” – Bert Hellinger

A busca por uma compreensão aprofundada nos casos de alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem tais como: dislexia, dislexia de desenvolvimento, disgrafia, hipercinesia, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade – TDAH, transtornos neurológicos, transtornos psiquiátricos, dificuldades emocionais, dificuldades familiares, dificuldades de ensinagem, bem como a necessidade de experimentar novas metodologias diante de tal desafio, pede novas abordagens teóricas, para além do tradicional. Encontramos então, a perspectiva sistêmica dentro da psicoterapia e o trabalho de Bert Hellinger; filósofo e terapeuta alemão que iniciou e difundiu pelo mundo a abordagem das constelações familiares. Tal abordagem parte da visão sistêmico fenomenológica, que potencializa o professor a expandir seu olhar sobre o sistema escolar, visando a educação e até mesmo sistemas maiores, além do que acontece no meramente escolar. Incluindo as dificuldades de aprendizagem, os conflitos relacionais, o intra e o extraescolar. Nesta visão, torna-se importante olhar para o fenômeno como “aquilo que se manifesta a si mesmo, de modo que não o parcializa ou o explica a partir de conceitos prévios, de crenças ou de afirmações sobre o mesmo, enfim, de um referencial teórico”, como afirmam Martins e Bicudo.

A pessoa é vista como parte do sistema, estendendo a compreensão de sistema enquanto campos mórficos ou morfogenéticos e as dificuldades de aprendizagem como emaranhamentos sistêmicos, padrões de repetição relacionados ao sofrimento existente no “campo”, que vão além das representações dos pais e da família do escolar.

A criança que apresenta dificuldades na aquisição e no desenvolvimento da linguagem oral – que envolve a fala e a audição, da linguagem escrita – leitura e escrita, e no conhecimento matemático, está com problemas de aprendizagem e são inúmeras as definições para as dificuldades de aprendizagem, desde as que privilegiam a origem biológica, passando pelo emocional, àquelas que vêem a família como “produtora de sintoma”, como afirma Polity.

Panúncio-Pinto discute que quando uma criança apresenta dificuldades na escola isso pode ter muitos significados. Assim, pondera que muito frequentemente o “problema de com-portamento”, a agressividade, a timidez, os problemas de aprendizagem e a queda no rendimento escolar são entendidos isoladamente como “problema da criança”. É importante pensar que essa criança-aluno é uma face desse sujeito que, além de estar na escola, está também na família, a qual é parte de uma comunidade, que se inscreve num contexto de bairro, de cidade e assim por diante. “Na escola, essa criança traz as marcas de outros contextos, que embora estejam extramuros, se fazem presentes de muitas formas dentro da escola”.

A Educação Sistêmica não é na verdade uma metodologia em si. Ela mostra como muitas das intervenções desenhadas para solucionar problemas na relação escola-aluno-família falham devido ao desconhecimento das leis inconscientes que governam o grupo familiar. Mostra ainda como é possível, através do conhecimento dessas leis, atuar de forma simples e marcante, atingindo os objetivos propostos.

Neste sentido, para pensar uma intervenção nesse terreno dos problemas de aprendizagem torna-se necessário ao Professor ampliar sua visão de mundo, de educação, das dificuldades de aprendizagem e, especialmente, sua visão de família.

A abordagem da pedagogia sistêmica ganhou grande importância com a professora e terapeuta alemã Marianne Franke-Gricksch, que experimenta em sua classe, com alunos adolescentes, os movimentos sistêmicos de Bert Hellinger, além de atender em seu consultório e supervisionar professores e diretores.

CONSTELAÇÃO SISTÊMICA FAMILIAR

Constelação sistêmica familiar é uma transformadora e polêmica abordagem terapêutica de nossa época. Seus paradigmas são sustentados por teorias científicas de vanguarda, tais como o modelo dos Campos Morfogenéticos de Rupert Sheldrake. De uma forma completamente nova e inusitada, essa técnica é capaz de identificar pontos de tensão psicológica ou emocional que condicionam comportamentos humanos e nem sempre revelam suas origens tais como emaranhados e desordens no sistema tratado.

É um trabalho que busca na família a origem de dificuldades, bloqueios, padrões comportamentais que trazem sofrimentos desenvolvidos pelas pessoas ao longo da vida. Destina-se a todas as pessoas que desejam trabalhar suas relações familiares e amorosas, separações, desequilíbrios emocionais, problemas de saúde, comportamentos destrutivos, envolvimento com drogas, perdas e/ou luto, dificuldades financeiras, dificuldades nos relacionamentos, entre outras dificuldades. E no caso da psicopedagogia clínica e institucional, as dificuldades e transtornos de aprendizagem e questões relacionadas ao mau funcionamento da escola, de um modo geral.

Nos sistemas familiares, questões vivenciadas por gerações anteriores, como por exemplo, injustiças cometidas, mortes precoces, suicídios, podem inconscientemente afetar a vida de seus familiares com enfermidades inexplicáveis, depressões, novos suicídios, relações de conflito, transtornos físicos e psíquicos, dificuldade de estabelecer relações duradouras com parceiros, comportamentos conflitantes entre familiares, dificuldades ou distúrbios de aprendizagem, entre outros.

Há duas modalidades de atendimento: a grupal e a individual. No grupo há a participação das pessoas como representantes da família (isto é, do sistema familiar) do cliente. Individualmente, realiza-se a intervenção com o auxílio de figuras ou bonecos, e quando esta intervenção é realizada com crianças, pode ser chamada de jogo da família ou jogo da percepção.

Bert Hellinger descobriu que por amor, lealdade e fidelidade à família, quando algum ancestral deixa situações por resolver, pessoas de gerações seguintes trarão o sentimento e o comportamento, a ação para a resolução dessas situações, “emaranhando-se” e permanecendo, assim, prisioneiros a fatos e eventos pelos quais não são responsáveis e dos quais sequer têm conhecimento. Esta é a herança afetiva, uma transmissão transgeracional de problemas familiares, que acaba criando uma sequência de destinos trágicos.

As constelações atualmente atendem a outros tipos de sistema, organizações de todos os tipos, como empresas, escolas, pois percebeu-se que as leis descobertas por Hellinger atuam em todos os sistemas, não apenas no familiar. Nos sistemas organizacionais, como a escola, por exemplo, questões que envolvem as relações entre professores e alunos, indisciplina, pais e escola, dificuldades de aprendizagem, ou mesmo a melhora nos relacionamentos para uma satisfação e sucesso, são configuradas a partir da trama que se desenrola com os representantes, quando, então, soluções são apontadas.

Dentro dessa abordagem, o conceito de sistema ganha importância fundamental. O sistema pode ser descrito como um conjunto de elementos que permanecem unidos ou vinculados em função de um interesse comum ou de forças que os permeiam. “Os sistemas familiares têm uma força tão grande, vínculos tão profundos e algo tão comovente para todos os seus membros – independentemente de como se comportem com relação a eles (…). A família dá a vida ao indivíduo. Dela provém todas as suas possibilidades e limitações” .

O sistema é regido pela consciência de grupo, ou Grande Consciência, que é mais ampla e está ligada a necessidades do grupo e tem como objetivo a manutenção deste. A pessoa, em sua consciência individual, é impulsionada pelas forças do grupo independente de que delas tenha alguma consciência. É necessário que se olhe para o todo, mas, na verdade, não se tem acesso à consciência do grupo, só é possível observar e perceber o efeito através de seus resultados. Nossa consciência individual atua para nos manter vinculados. Ela manifesta-se quase como uma voz. Essa consciência pessoal é limitada tanto na sua percepção quanto na sua dimensão. Ela se coloca moralmente acima. A razão está na consciência individual.

Nas Constelações Sistêmicas é preciso deixar de lado a consciência pessoal. Para se encontrar a solução, deve-se abandonar a consciência individual e ir além, além inclusive do bem e do mal. O trabalho sistêmico fenomenológico possibilita uma nova percepção, que às vezes nos chega por meio dos sentidos e não neces-sariamente da compreensão e da razão. Ele nos faz olhar para algo, nos permitindo ser tocados por aquilo, mesmo que nossa mente não entenda. Para sair da consciência pessoal e ir para a consciência grupal é preciso deixar de lado crenças, conceitos, verdades e até mesmo a consciência pessoal.

O trabalho com Constelações Sistêmicas nos permite acessar algo que está presente no sistema e que muitas vezes não é compreendido, nem percebido sem se observar o todo. É um trabalho que se ocupa de questões relacionadas a emaranhamentos sistêmicos.

As questões sistêmicas envolvem aspectos factuais da vida do sistema, em geral fatos dramáticos, que causaram desordens, desequilíbrios e que “pedem” reparação como, por exemplo, doenças, depressões, transtornos físicos e psíquicos, suicídios, abortos, mortes precoces, alcoolismo, brigas por herança, entre outros. Estas questões como já foi mencionadas, estão ligadas à consciência maior, que é a consciência coletiva. Esta determina os emaranhamentos e os tipos de sofrimentos individuais.

Quando a pessoa configura sua Constelação, ela entra em contato com uma imagem que em parte é fruto de sua consciência individual e outra é fruto de uma consciência maior que ela não conhece, mas que se manifesta na configuração. A partir dos movimentos que acontecem na Constelação, a pessoa pode criar uma nova imagem e essa nova imagem é que atua dentro do sistema. A imagem inicial é limitada e a imagem final é ampliada.

Quando uma dinâmica é revelada, algo vem à tona. É o ponto mais importante do trabalho. Às vezes é possível dar mais alguns passos e às vezes não, pois para o terapeuta sistêmico, ou constelador, não se trata de alterar ou mudar algo, se trata da busca da força que permeia aquela dinâmica, e encontrar posicionamentos dentro do sistema, ou completar frases que de alguma forma não têm sido permitidos. O primeiro passo, portanto, é a revelação da dinâmica. Depois, o reconhecimento de uma nova ordem. Quando, em uma Constelação, se acompanha a dinâmica dos fatos e se está em sintonia, muitas vezes isso é o suficiente, e em geral não depende de uma compreensão racional. É a possibilidade de se ter um novo olhar para o sistema. No sentido terapêutico, a revelação da dinâmica do sistema é a própria intervenção.

Existem forças que atuam sobre a consciência de grupo. Essas forças são: pertinência, hierarquia e equilíbrio. Quando essas forças não são respeitadas, são criados os emaranhamentos. As consequências do desrespeito às ordens, os efeitos desse desrespeito são o surgimento de doenças, conflitos, sentimentos de infelicidade e, no caso da escola, as dificuldades e os transtornos de aprendizagem e de comportamento. As gerações seguintes (ou quem chega depois) passarão a reproduzir esses efeitos de forma inconsciente.

Um dos aspectos que causa desequilíbrio sistêmico é a pertinência. Segundo a Lei da Pertinência, ninguém pode ficar fora, excluído do sistema; todos os membros têm direito a pertencer. Quando ocorre a exclusão de um dos elementos do sistema, gerações seguintes emaranham-se com este membro, identificando-se com ele, tentando, de algum modo reintegrá-lo. É uma tentativa vã, já que o que move este elemento que veio depois, além da necessidade de compensação, é o amor cego, fantasioso e infantil.

Fatos como mortes precoces, mortes ocorridas com menos de vinte e cinco anos, morte do pai ou da mãe, deixando filhos pequenos, abortos espontâneos ou provocados, mortes durante o parto, suicídios ou tentativas, assim como crimes onde se exclui intencionalmente ou não a vítima ou o agressor, são essencialmente importantes; assim como os assassinatos, as crianças abandonadas, os que utilizam drogas, prostituição, deficiências, entre outros fatos que possam estar ligados a exclusões.

Hierarquia é uma outra Força, à segunda Lei Sistêmica. Ela tem a ver com a ordem nas posições, com o lugar que cada um ocupa. A consciência coletiva, aquela que serve como “vigia” dentro dos sistemas, diz que o todo é mais importante que a soma de suas partes, e pede por “restauração” das infrações. Neste sentido, quando as pessoas estão fora de seus lugares, pode-se olhar para possíveis emaranhamentos, que têm como efeito o sofrimento vivenciado, tanto na família como nas organizações.

As gerações seguintes, inconscientemente, colocam-se a serviço do que aconteceu anteriormente, tentando, por exemplo, corrigir injustiças. Para Hellinger; “sempre que ocorre um acontecimento trágico numa família, uma pessoa em posição posterior violou a hierarquia, arrogando-se o que pertence à pessoas em posição anterior. Esta presunção frequentemente tem um caráter puramente objetivo e não subjetivo”. O conflito da família onde filhos se sentem maiores que os pais são tão diversos que vão desde as brigas, xingamentos e desrespeitos mais comuns até aqueles onde filhos não falam mais com os pais, ou que falam tão mal dos pais que agem em sua vida exatamente como eles, sem se dar conta disto. Na escola vemos o desrespeito aos professores, o não reconhecimento do lugar do mestre. E o sofrimento de ambas as partes (alunos e professores), emaranhados com esta ordem sistêmica.

O Equilíbrio é a terceira Força ou Lei presente em todos os sistemas. Há uma necessidade de compensação entre perdas e ganhos, dar e receber, e como uma Lei Sistêmica, ela atua em todos os níveis; consciente ou inconscientemente, tem-se a necessidade de compensação, e às vezes isso ocorre fazendo com que se perca algo, com que se vivencie algo de ruim, mesmo sem a aparente necessidade ou sem se perceber de onde isto vem. É como se houvesse um sentido de equilíbrio. Ele diz se há crédito ou débito com alguém. É quase matemático: se você deu algo, então você espera receber algo também (ainda que não seja na mesma moeda). O outro, por sua vez, sente uma pressão para retribuir, dar também. Se deve algo, há uma pressão para pagar, para devolver, para quitar. Se esta troca for efetiva, produtiva, positiva, a relação será fértil e rica. E isto ocorre tanto no positivo quanto no negativo. A troca equilibra as relações, tornando possível uma convivência longa e saudável. Se, em uma negociação há equilíbrio, então há também liberdade, alegria e portas abertas para próximas negociações. Os dois lados ficam satisfeitos. Caso contrário, uma das partes não se sente bem. E quando há dívida, uma das partes fica presa. A dívida funciona como uma necessidade de pagar algo para que o equilíbrio retorne. Ela (a dívida) muitas vezes atua como um fantasma, retorna, assombra, pode ser transformada em sentimentos de culpa, atuando secundariamente, sem que se perceba sua origem. Os que recebem pouco – injustiçados -, muitas vezes também ficam presos nesse sentimento, que se secundariza, fazendo com que a pessoa se sinta uma vítima eterna, com que transforme sua vida em verdadeira pobreza.

Nos sistemas familiares, é comum a observação de sentimentos de vazio ligados a não receber (tomar) os pais, o que significa que os filhos querem receber apenas o que é bom dos pais, e rejeitar o que não é bom. Para tomar os pais é necessário receber tudo o que eles têm de bom e de ruim. Não é possível selecionar, separar. Muitas vezes os pais estão disponíveis – prontos para se relacionar com o filho apenas como são, com o que têm (não é possível dar aquilo que não se tem). E o filho critica, julga, condena, nega, reclama e simplesmente não recebe, não toma seus pais12. O que traz solução é o bem, o respeito e o amor. Outros tipos de compensação, que na maioria das vezes estão vinculados ao sofrimento das pessoas, não trazem solução, apenas causam mais desequilíbrios sistêmicos.

O campo do cliente, nas Constelações, é configurado com o auxílio dos participantes do grupo, que se colocam como em um teatro, para representar os familiares ou elementos do sistema a ser trabalhado. O cliente posiciona todos os escolhidos para representar as pessoas importantes, segundo o terapeuta, e senta-se, para observar a movimentação que se segue. A representação é parte do fenômeno que ocorre neste tipo de trabalho, onde o terapeuta e os participantes disponibilizam suas percepções para “ver” o que acontece na dinâmica do sistema do cliente. Este “ver” dá-se de diversos modos: as pessoas têm sensações físicas como tremores, arrepios, dores, calor, frio, suores; sentimentos diversos como alegria, raiva, tristeza, desconfiança, entre tantos outros. E há, na maioria das vezes, o reconhecimento pelo cliente do comportamento, dos sentimentos, do modo como a pessoa representada é ou foi na realidade, por vezes com a detecção de sintomas físicos, mesmo não tendo o cliente dado nenhuma informação sobre o que ocorre em seu sistema e sobre as pessoas representadas.

O terapeuta, então, faz a sua leitura do que está física e espacialmente colocado no campo da representação do sistema familiar do cliente e dá o direcionamento que julga adequado ou necessário, buscando não a expressão de sentimentos e sim a ordem sistêmica, segundo as leis sistêmicas, visando a reconciliação e o restabelecimento do fluxo amoroso no sistema. A percepção dos representantes, utilizando a mente expandida é a mesma que o terapeuta utiliza dentro deste campo energético que se abre ao se configurar um sistema. A orientação fenomenológica não permite que o terapeuta seja levado por associações e caracterizações, ou por semelhanças com membros do sistema, como em muitas outras abordagens, especialmente as que trabalham com o psicológico. No trabalho sistêmico, o importante é olhar os acontecimentos essenciais, os fatos, os destinos e as dinâmicas de relacionamentos.

A partir dos movimentos sistêmicos se abre também a possibilidade de movimentos dentro da família e do restabelecimento da ordem e do equilíbrio, o que significa possivelmente a eliminação do sofrimento da pessoa e também de outros elementos do sistema, mesmo que esses estes não estejam presentes no momento da constelação. Isto é o que tem sido observado em depoimentos de inúmeras pessoas que constelaram. Este fenômeno ocorre em função da ressonância mórfica e dos “campos”, dos quais fazemos parte.

Outro conceito central para compor a abordagem familiar sistêmica é o “campo”. O biólogo Rupert Sheldrakepropõe a ideia dos campos morfogenéticos, que nos auxiliam na compreensão de como os sistemas adotam suas formas e comportamentos característicos. No caso das famílias, padrões de sofrimento que muitas vezes se repetem geração após geração, como os hábitos: cada tipo de sistema possui seu próprio tipo de campo. Os campos mórficos, tal como os campos conhecidos da física, são regiões que se estendem no espaço e se prolongam no tempo, com padrões de influência organizadores potenciais, suscetíveis de se manifestarem fisicamente. São campos que levam informações, campos de memória. O processo pelo qual o passado se torna presente no seio de campos mórficos chama-se ressonância mórfica: Há muitos tipos de campos porque há muitos tipos de coisas e padrões dentro da natureza..

O reconhecimento da existência dos campos morfogenéticos permite que nas Constelações Familiares sejam concebidas as repetições de padrões, pois o modo como foram organizados no passado influencia taxativamente o modo como as pessoas no seio da família funcionam hoje. Há uma espécie de memória integrada nos campos mórficos. E os fatos, os eventos ocorridos na família, por exemplo, podem tornar-se regularidades, “hábitos”.

Na intervenção sistêmica fenomenológica de Constelações, há a possibilidade de uma interação inteligente, do acesso em outros níveis energéticos, da consciência e da mudança no sistema, pois o campo mórfico é uma estrutura alterável, a partir do que Sheldrake7 chama de ressonância mórfica e, neste sentido, não apenas o cliente que constela beneficia-se, mas todo o sistema pode beneficiar-se.

Para saber mais: http://www.educacaosistemica.com.br

Constelação Familiar individual ou em grupo: [email protected]

VIAIRINÉIA MEIRA DA SILVA OLIVEIRA
FONTEPortal Educação
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