É SÓ EU ME APAIXONAR QUE FUGIR É A PRIMEIRA COISA EM QUE PENSO.

Cris Souza Fontes

Então você leva seus dias tranquilos, sua vidinha normal e se vê, de repente, interessado em alguém. A observação vai aumentando e o interesse também. Você, sorrindo, com o coração nas nuvens, descobre-se completamente apaixonado(a) por aquela pessoa. Daí, ao invés de se abrir para aquela experiência seu primeiro instinto é fugir, se esconder, sumir, ir pra tão longe que a criatura jamais te encontraria!

É só eu me apaixonar que fugir é a primeira coisa em que penso.

Mas por que isso acontece, minha gente?


Alguns vão dizer que apaixonar-se é tão gostoso, tão maravilhoso, que é a experiência mais incrível que alguém pode vivenciar! Só que outros, assim como você, irão preferir fugir. E eu sei por que isso acontece.

Em matéria de fugir de amor, eu sou expert. Preciso confessar isso aqui. E por ser uma típica fujona do amor, é que eu sei por que a gente sente essa vontade louca, quase repentina de se esconder quando percebemos que estamos inteiramente caídos de amor por um ser.

Eu era bem assim, queria um cara, gostava dele, mas quando eu me apaixonava por ele e sentia que para aquilo acontecer só dependia de mim, eu me escondia, muitas vezes já saí (literalmente) correndo!

Depois de um tempo, eu entendi o porquê e quando eu descobri qual era o meu problema eu resolvi fincar meus pés na terra e não sair do lugar quando eu percebesse meus olhos brilharem de novo.

É algo tipo aquele filme “Noiva em fuga”. Alguém lembra dele? Era uma personagem interpretada por Julia Roberts e que havia se prontificado a casar-se diversas vezes e em todas elas, ela fugia no meio da cerimônia deixando o noivo atordoado e desesperado.

Não cheguei a fugir no altar, mas já acreditei muito em muitos amores e me perdi na maioria deles. Tanto que, fugir do sentimento era uma forma mais segura e menos dolorosa de ir levando a vida. É por isso que muitas pessoas fogem do amor, eu sei que é por isso que você aí, foge da possibilidade, mesmo que remota, de poder amar alguém. Você sente medo. Eu sentia medo.

Tememos que aquilo não vá dar certo de novo, tememos as mudanças, o novo, o sair da minha zona de conforto ao qual me acostumei, além de timidez que, na maioria dos casos, nos impede de viver um sentimento real por medo de estar nele, de se entregar a ele.

Hoje eu não tenho mais medo. Mesmo que, muitas vezes eu pense que viver do jeito que já estou é confortável demais, que elevar minhas emoções às alturas possa, de alguma forma me prejudicar, ainda assim, eu me preparo para receber o amor, onde quer que ele esteja, da forma que se apresente. Eu não vou mais correr, não vou mais fugir, não vou mais me esconder.

Ei, você! Não tenha medo nunca mais de viver algo novo. Mesmo que esse algo novo em semanas destrua seu coração, acredite que você é capaz de se recuperar, de voltar a se preparar para viver em seguida uma nova história e assim ir até que um dia… você finalmente acerte em cheio!

Quando alguém incrivelmente interessante aparecer na sua frente, daquele jeito com todo jeito que sempre quis na sua vida, não o perca por medo de amá-lo, não se esconda apavorado como um bichinho que acabou de perder a mãe. Você não estará desprotegido, o amor te protege, o que você estará sentindo no coração te protegerá de todo e qualquer mal.

Não fuja, ame!

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Cris Souza Fontes

Escritora, blogueira, amante da natureza, animais, boa música, pessoas e boas conversas. Foi morar no interior para vasculhar o seu próprio interior. Gosta de artes, da beleza que há em tudo e de palavras, assim como da forma que são usadas. Escreve por vocação, por amor e por prazer. Publicou de forma independente dois livros: “Do quê é feito o amor?” contos e crônicas e o mais espiritualizado “O Eterno que Há” descrevendo o quão próximos estão a dor e o amor. Atualmente possui um sebo e livraria na cidade onde escolheu viver por não aguentar ficar longe dos livros, assim como é colunista de assuntos comportamentais em prestigiados sites por não controlar sua paixão por escrever e por querer, de alguma forma, estar mais perto das pessoas e de seus dilemas pessoais. Em 2017 lançará seu terceiro livro “Apaixonada aos 40” que promete sacudir a vida das mulheres.


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