Demos tão certo que nem acreditei!

Murilo Leal

É engraçado como as nossas diferenças, ao invés de nos separar, acabaram nos unindo mais ainda para construir o que somos, é bom perceber que nossos sonhos, que outrora eram tão diferentes, depois de um tempo se tornaram coincidentemente os mesmos.

A gente não imaginou que seria assim. Que, logo de cara, nos daríamos tão bem. Todo mundo sempre diz pelos cantos da vida que quem ama, na maioria das vezes, sofre com a falta da compatibilidade imediata.

É engraçado como as nossas diferenças, ao invés de nos separar, acabaram nos unindo mais ainda para construir o que somos, é bom perceber que nossos sonhos, que outrora eram tão diferentes, depois de um tempo se tornaram coincidentemente os mesmos.

Bem que me disseram que uma hora as coisas iam dar certo. Que o sofrimento tem uma didática diferente na vida. Aliás, o que aconteceu com “mim” que saia da minha boca? Porque agora só usamos “nós”?

Nunca imaginei que ia conhecer uma pessoa que me amasse a tal ponto de me deixar sem vontade de sair de cama pela manhã só para aproveitar mais um pouco aquele velho edredom compartilhado.

Jamais pensei que alguém iria preparar meu café com o maior sorriso do mundo sem ao menos exigir alguma coisa em troca, somente pelo simples amor de bem querer.

Em tempo algum sonhei que eu ia encontrar alguém que não faz birra por coisa boba, que me quer o bem, que mesmo a sua maneira, sabe retribuir o amor, que tem prazer na minha companhia, que sabe me ajudar a ser alguém mais feliz.

Em nenhum momento acreditei que me sentiria melhor ao lado de uma outra pessoa, que esqueceria do tempo, que o nosso mundo ia girar em torno de nós, que não era uma questão de ficar correndo atrás de nada, mas que na hora inesperada nos encontraríamos.

Bem que tentaram me avisar sobre os dramas que eu fiz a toa, sobre os prejuízos em cobrar de alguém um sacrifício só para me agradar, sobre a melancolia exagerada de quem faz questão de ser notado, sobre os diversos “bicos” por causa de mágoas passadas, o orgulho idiota por causa de bobeiras sem importância.

Demorei, mas entendi que nem todos no mundo querem apenas nos usar e depois fazer o que bem entender com a gente, que mais ou menos dia, eu seria a preocupação da vida dela e ela da minha.

Eu nem acredito, mas a gente deu certo. Pergunto-me: O que teria acontecido se tivéssemos sido como toda aquela gente que construiu barreiras intransponíveis de convivência apenas para não ter que sair do conforto? Onde é que estaríamos se dessemos ouvidos àqueles que acreditam que todos são aproveitadores, abusadores e explorador do amor alheio?

Ah, tanto faz. A gente fugiu da rota comum e escolhemos dar certo. Isso é o que interessa!

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Murilo Leal
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