Como você se define?

“Quando você se define, você se torna”.

Ouvi essa frase na internet e não tenha certeza absoluta de quem falou, então vamos deixar como um anônimo. Um anônimo sábio, na minha opinião.

 
Crescemos ouvindo que precisamos primeiro ser, para depois nos definirmos como tal. Primeiro você faz a faculdade de medicina, depois você se intitula médico. Primeiro você se casa, depois de intitula casado. Mas hoje, sabemos, os nomes das coisas caíram por terra. Não que a gente vá exercer a profissão de médico sem uma licença e anos de estudo, mas não é porque uma pessoa fez o curso, que é médico, não é verdade?

 
Eu não saí da faculdade psicóloga. Eu saí de lá com uma licença, com anos de estudos, para me tornar uma. Mas o que fez de mim uma terapeuta (gosto mais deste nome) foi a minha experiência. Quinze anos de estudos de pacientes e clientes, muitas e muitas horas de terapia pessoal de todos os modelos possíveis, livros e mais livros, cursos e mais cursos mas, principalmente, aquela sensação de que sim, eu sou uma terapeuta. E isso só aconteceu quando eu me defini assim. Quando eu me nomeei.

 
Não é preciso ter dado uma festa para se sentir casado. Você pode morar com alguém há muitos anos, você pode até ter um namoro forte e longo para se sentir assim. O que interessa, na realidade, é como você sente isso.

 
Promessas vem sempre do ego, da cabeça. Eu posso te prometer, te jurar fidelidade e até conseguir fazer isso me “segurando” contra as “tentações da carne”. Posso fazer isso de uma maneira que cumpra as regras, mas, pensando bem, não é mais fácil quando eu sou porque eu quero? Porque aquela pessoa que eu estou me completa tanto, me faz tão feliz, que não vejo a menor necessidade e outra? Pois é, posso nunca prometer nada, e nunca deixar de ser fiel.

Aos poucos vamos vendo que sentir é a grande jogada. Se você sente é real para você. Pode até não ser para o resto do mundo, mas para você é. É como aquele caso de uma pessoa que tem tudo – dinheiro, amigos, amor, filhos – e vive deprimida. As pessoas ao redor podem não entender e dar aqueles conselhos maravilhosos do tipo “para com isso, veja como o sol é lindo” mas é aquilo que a pessoa é, aquilo que ela sente. Não é o que você acha, ou que a sociedade acha, que vai mudar aquilo.

 
Então, vamos nos respeitar. Respeitar o que somos e sim, mudar. A parte boa é que, se nos definirmos diferentes, seremos diferentes. Se eu parar de me definir como uma pessoa preguiçosa, por exemplo, posso sim ver a energia voltar para o meu corpo, me ver fazendo coisas que eu não fazia antes. Se eu mudar a minha auto definição, minhas crenças limitantes sobre mim mesmo, eu posso mudar a maneira como as coisas acontecem ao meu redor. Sim, para isso é necessário entrar lá dentro, no fundo de você. Analisar porque algumas coisas estão ainda lá, usar técnicas que mudem isso. A terapia pode ajudar, mas o seu desejo de estar e ser diferente é o que realmente conta.

 

Dá para ser o que realmente queremos, desde saibamos o que realmente queremos.

Pense nisso!

COMPARTILHAR
Andrea Pavlovitsch
Terapeuta porque adora ajudar as pessoas a se entenderem. Escritora pelo mesmo motivo. Apaixonada por moda, dança, canto, fotografia e toda forma de arte. Adora pão de queijo e café com leite e não pretende mudar o mundo, mas, quem sabe, uma pequena parte da visão que temos dele.Espaço Terapêutico Andrea Pavlovitsch Av Dr. Eduardo Cothing, 2448A Vila Formosa - São Paulo - SP +55 (11) 3530 4856 +55 (11) 9.9343 9985 (Whatsapp) [email protected]



COMENTÁRIOS