Como você pode chamar isso de amor, quando você mais chora do que sorri?

Thamilly Rozendo

Como você chama de amor algo pesado que tira a tua paz? Se você no final do dia tenta conter o choro ao lembrar daquelas palavras tão grosseiras? O amor é leve, o amor é bonito. Esse amor que te culpa e faz você se achar problema está mais para apego do que amor.

Como você chama isso de amor se você sofre, se tenta acreditar que as coisas vão melhorar, mas na primeira oportunidade se vê com feridas novamente. Não estamos livres de nos magoar quando amamos, mas temos a oportunidade de não cometer o mesmo erro duas vezes, temos a chance de ser a melhor versão de nós mesmos para o outro.

Você chama isso de amor? O choro engasgado, os disfarces em público para parecer bem. Você acha mesmo que isso é amor? Quem não demonstra se importar com as suas dores e sempre despeja palavras que ferem?

Não, isso pode ser tudo, menos amor. O amor não segue teorias e lógicas nem tem como defini-lo. Mas, de uma coisa eu sei: o amor acrescenta e faz tudo ficar melhor. Não é fardo muito menos tempestade. O amor é abrigo.

Você mais chora do que ri, ouve mais desculpas e promessas do que eu te amos. Eu sei que você está tentando acreditar que é uma fase e que vai dar certo. Também sei que cansou de acreditar muitas vezes, mas que de alguma forma não consegue se desligar disso. A minha pergunta ainda é: desde quando sofrer é sinônimo de amar? Como diz uma música sinônimo de amor é amar. É reciprocidade.

Não more sozinho numa história de amor, não confunda apego com sentimentos nobres e não permita que o outro te machuque com a indiferença ou que use da sua bondade para lhe ferir. Desapegue de quem não te quer bem, de quem não se importa com o que você sente. Desapegue desse apego que é tudo, menos amor.

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Thamilly Rozendo

Estudante de psicologia, apaixonada por artes, música e poesia. Não dispensa um sorvete e adora um pastel de feira com muito requeijão, mesmo sendo intolerante a lactose. Tem pavor de borboletas, principalmente as no estômago.


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