Colo de mãe: o refúgio para todas as angústias…

Karol Pinto
Mother embracing son inflicted with AIDS (B&W)

Indiferente da idade que tenhamos, o colo de mãe sempre será o lugar em que nos sentiremos mais protegidos.

Não sei ao certo se é a forma como ela passa a mão em meus cabelos, brincando com os fios por entre seus dedos. Talvez seja a suavidade da palma mais lisa que conheci em minha vida, desenhando e contornando os sinais do meu rosto. Quem sabe seja a proximidade a qual ficamos em momentos como esses, que permite que eu sinta o seu perfume, inconfundível. Em meio a milhares de pessoas, eu a reconheceria só por seu cheiro e seu toque.


Talvez seja a serenidade com que conversamos quando repouso minha cabeça em seu colo. O volume e o timbre de voz, serenos e firmes, que emitem uma opinião verdadeira, com a sinceridade que só as mães possuem. A minha, em especial.

É neste colo que esqueço tudo que não me faz bem. Que sou simplesmente eu. É neste colo que tudo parece mais fácil do que vejo e que a calmaria me acalenta. Que encontro conforto nos dias de tempestade. É neste colo que tiro todas as minhas máscaras e me mostro inteira. Que volto a ser criança, indiferente da idade que eu tenha. É nesse colo que recarrego minhas energias para enfrentar o mundo adulto que em alguns dias, não gostaria de fazer parte.

É um privilégio chegar à idade adulta e ter uma mãe ao lado. É a certeza de um colo, sempre disponível, para aqueles dias em que tudo parece dar errado. Afinal, como tão bem definiu Antonio Marcos Pires: “Colo de mãe é amor que consola. Vida que ensina. Dia que nasce.
Colo de mãe é para sempre. Sinal de eternidade. Guia meus passos. Orienta meu mundo. Me afasta da solidão. Defende das tempestades! Colo de mãe é amor, alimento, ensino, partilha. Vida que pulsa! Luz que irradia”.

E desculpem-me os outros braços e abraços daqueles que me amam. Sei que estarão sempre prontos para me acolherem e confortarem. Porém, enquanto a vida me presentear com a presença da minha mãe ao meu lado, será lá que me abrigarei em dias de tempestade. Afinal, às vezes, só colo de mãe resolve!

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Karol Pinto

Jornalista, balzaquiana, apaixonada pela escrita e por histórias. Alguém que acredita que escrever é verbalizar o que alma sente e que toda personagem é digna de ter sua experiência relatada e compartilhada. Uma alma que procura sua eterna construção. Uma mulher em constante formação. Uma sonhadora nata. Uma escritora que busca transcrever o que fica nas entrelinhas e que vibra quando consegue lançar no papel muito mais que ideias, mas sim, essências e verdades. Um DNA composto por papel e tinta.


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