Acima de tudo, serei a heroína de minha história, não a vítima

Resiliência Humana
Crédito: Warner/Divulgação. Supergirl

Ser a heroína ou a vítima depende de nossa atitude diante das coisas. Ainda que nos custe, devemos pensar em nós mesmas e não permitir que violem nossos direitos.

Frequentemente costuma-se dizer aquilo de que na vida só se tem dois finais: ser herói ou ser vítima. Porém, não é necessário chegar a estes sutis extremos.

Basta, simplesmente, ser você mesmo.

Agora, também sabemos que, às vezes, o desafio complicado de ser você mesmo se choca com os interesses dos demais.

A convivência não é fácil mas, apesar das dificuldades e das possíveis desavenças, jamais devemos cair no abismo de ser vítimas de nossas próprias histórias, de nossos mapas pessoais.

Os golpes da vida são os que nos ensinam a ser resilientes. Se não somos capazes de dar voz às nossas necessidades e resposta aos nossos vazios, seremos como náufragos à deriva nestes mares tão complicados

Assim, lembre-se: seja sempre você mesma. Seja heroína da história que deseja contar aos demais no dia de amanhã.

Ser vítima é uma opção, mas não é o melhor caminho

Começaremos diferenciando, em primeiro lugar, a vítima do vitimismo. Temos certeza de que ao longo de sua experiência em se relacionar, conheceu muitas dessas pessoas que usam o vitimismo.

Trata-se de um tipo de manipulação e de gestão emocional realmente destrutivo. Apresentam um tipo de atitude onde projetam a culpa de tudo o que lhes ocorre sobre os demais.

– Infringem uma má consciência sobre o ser amado para fazê-lo se sentir culpado por quase tudo.

– Se sentirem dor de cabeça e mal-estar, é pelas decepções que lhes causamos.

– O vitimismo é um modo muito eficaz de controle, baseado na manipulação dos demais.

“Eu faço você se sentir mal e consigo fazer com que se sinta culpado e, deste modo, você perde sua autoestima. Sua dignidade agora está sob meu domínio”.

O vitimismo crônico é um transtorno realmente complexo que chega a destruir entornos familiares e muitos relacionamentos.

Porém, esclarecido esse ponto, vejamos essas situações nas quais habitam as autênticas vítimas. As que atuam com amor e são destruídas apesar de sua nobreza.

Quando você deixa de ser protagonista de sua própria história

Esta realidade é muito comum nas mulheres. São muitas as que, pouco a pouco, deixam de ser protagonistas de sua própria vida. Porém, o mais complexo é que o fazem por amor, por carinho aos demais.

Vejamos alguns exemplos desta realidade:

– Começamos um relacionamento e damos tudo por ele.

– Temos uma família e nos entregamos a eles. Aos nossos filhos e nosso parceiro.

– Amamos aos que nos dão suas raízes. Nossos pais, irmãos…

– Percebemos, mas, em ocasiões, focamos toda a nossa energia, emoções, tempo e esforços nos demais até que, depois de alguns anos, descobrimos algo preocupante:

Os demais se acostumaram a nos ter sempre ao seu alcance. A qualquer hora e em qualquer momento.

Dão tudo por assentado, inclusive você. Não restam espaços pessoais, e você já não tem tempo para si mesma e no fim das contas, é vítima de suas próprias circunstâncias.

E você fez tudo por amor, mas o amor dos outros, às vezes, é egoísta e asfixia.

Você é vítima, mas pode vestir sua armadura e deixar de ser

Você é vítima da falta de respeito, de reconhecimento. É vítima da ausência de afeto, de palavras amáveis. Avança olhando ao seu redor esperando algo. Anseia por consolo, apoio, abraços e um “obrigada por tudo que você faz por mim”.

Se for isso o que você sente nestes mesmos momentos, é hora de reagir.

As vítimas têm uma vantagem: sabem o que é a dor e o sofrimento em silêncio. O positivo de tudo isso é que você é consciente do que não quer.

Conhecer cara a cara nossos demônios nos ajuda a identificá-los muito melhor.

– Se você souber o que não quer em sua vida, exija o que precisa.

– Vista uma armadura nova. Não se trata absolutamente de empunhar uma espada e romper com tudo. Não é preciso cortar vínculos, relações e esses contextos nos que habitamos.

– O bom guerreiro é sábio e tem voz. Coloca limites. Deixa claro que os ama, mas quem ama também merece dignidade.

– Lute por seus espaços. Defenda esses instantes só para você, nos quais pode descansar e se desconectar.

– Se lhe pedirem um favor, não é preciso que, mais tarde, exija que o devolvam. O que você pede é reconhecimento: o faz por afeto e o afeto não deve se humilhar, muito menos se dar por assentado.

Para deixar de ser vítima nada melhor do que sentarmos e escrevermos em uma folha nossa própria lei. Faça uma lista de coisas que você não permitirá mais. Este deve ser seu código pessoal a partir de agora.

Transforme-se na heroína de sua própria história.

FONTEMelhor com saúde
COMPARTILHAR

RECOMENDAMOS





Resiliência Humana
Bem-estar, Autoconhecimento e Terapia

COMENTÁRIOS