A melhor declaração de amor é “face to face” e não no face!

Fabiana Dainese Mauch

Um dia destes ao acessar o face para entrar em minha página, onde compartilho meus textos, me deparei com o seguinte post:
“relacionamentos são para ser vividos e não postados”, achei bastante conveniente, subitamente o título deste texto surgiu em minha mente, até aquele momento não era um texto, mas achei que merecia se tornar um!

Atualmente se tornou uma convenção fazer declarações de amor, principalmente em datas especiais, tornando o mais público possível os sentimentos, as palavras mais íntimas que podemos dedicar a alguém.

E público a quem? Aos tantos “pseudo amigos” que o face faz questão de enumerar. Confesso que já fiz várias declarações obviamente, assim como provável oitenta por cento da população, no mínimo, pois como disse, se tornou uma convenção, um modismo, que aos poucos torna-se uma necessidade, pois as pessoas passam a esperar receber este tipo de mimo.

Acho bonito o sentido da homenagem, de tornar público o sentimento, através de palavras e imagens. Respeito quem o faz, é aquela explosão, em estar tão feliz e querer sair gritando por aí aos quatro ventos o motivo da felicidade! Perfeitamente compreensível! Mas, para falar a verdade, eu gosto mesmo é da privacidade! Do olho no olho, da pele com pele.

Logo, ninguém precisa saber de nada! Que diferença fará na vida de alguém receber uma declaração pública com uma linda foto, 2500 curtidas e 1200 comentários? Nenhuma! Às vezes, acho que é melhor poupar esse tempo, minuto a minuto despendido com esse tipo de coisa, que somados devem render várias horas no ano. Seguramente tal tempo se poupado, poderia ser utilizado para uma ligação inesperada com um “Eu te amo” logo no início, ou um bilhete no travesseiro!

(Entenda-se face to face, algo privado, discreto, portanto, bilhetes estão incluídos, neste contexto).
Eu trocaria qualquer declaração de amor escancarada no face, por um bilhete desejando “Bom dia”, deixado no travesseiro, na mesa do café, colado na geladeira, no espelho do banheiro, no vidro do carro…

Claro que não significa que quem faz declarações no face, não possa também fazer bilhetes, ligações inesperadas, etc… Se trata apenas de uma questão de decidir onde despender energia, e para quem.

Tenho a impressão, de que as pessoas têm necessidade de mostrar aos outros os seus feitos, as suas conquistas, para massagear seu próprio ego, aumentar sua autoestima.

Na realidade, cada um está apenas interessado em sua própria vida! E zero interesse na postagem do outro! É muita gente querendo mostrar e poucos interessados em saber…

Então para quê? É a nossa própria autoestima que nos manipula, inebria e domina!

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Fabiana Dainese Mauch
Apesar de apaixonada por filosofia, psicologia e relações humanas, estudou e trabalha na área de exatas, encontrando na escrita uma forma de se aproximar de suas paixões. Ama pensar sobre a vida e o que podemos fazer para melhorar o mundo e a nós mesmos.

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