5 maneiras de vencer o ódio gratuito na internet

Gabi Barboza

Se você usa redes sociais, sabe que ódio gratuito na internet tem aos quilos. Existe muita gente covarde que se sente com “super poderes” atrás de uma tela.

Geralmente são bem corajosos para ofender, criticar e machucar as pessoas com comentários. Mas se você for atrás alguém assim de verdade, aquela coragem toda desaparece.

Sabe aquele tipo de gente que se sente bem pisando nas outras? Esse tipo que espalha ódio na internet é pior. Já viu que a maioria é conta fake? Já começa a babaquice por aí! Nem mostram a cara.

Sabemos que hoje existe crime virtual e que podemos buscar nossos direitos. Mas e a situação psicológica de quem recebe isso?! Como fica?

Uso e movimento bem as minhas redes – twitter, facebook, linkedin, instagram – tive que aprender a vencer isso. Ondas de ódio vêm com comentários negativos pesados. A gente às vezes fica sem reação, sofre, se sente mal.

Pessoas que nem conhecemos tentam nos ofender. Precisamos estar blindados quanto a isso e saber o que fazer, quando acontecer.

As medidas que eu tomo são:

Não me deixo ofender por qualquer coisa
Ao tentarem xingar uma mulher, logo chamam de puta. Pra mim essa palavra não é ofensa. Respeito as mulheres que escolheram esse caminho. Cada uma sabe de si e não cabe à mim julgá-las.

Também chamam de gorda. Já estive acima do meu peso e até onde fui feliz com os quilos a mais na balança, eu levei a situação. Portanto, essa palavra também não me ofende.

Outros mil xingamentos são usados. Pra mim não fazem diferença. Porque eu sei quem sou. Tenho orgulho do que me tornei.

Lembro que quem está criticando não sabe da minha vida a metade
Isso também faz com que eu não me sinta mal. Detesto os livros do estilo ‘Cinquenta tons de cinza’. Mas tive que ler os dessa autora até o final para criticar. Só podemos criticar o que conhecemos.

Logo, uma pessoa que tenta te ofender pela internet, só está usando o que você disse contra você.

A pessoa está disparando uma série de frases que sempre usa na tentativa de te atingir. É “só” isso e mais nada.

Leio um pouco da frase de quem escreveu e deleto logo
Deletar sem dar resposta, faz com que eu não dê ibope pra pessoa.

Dependendo da situação vale printar e responder pra pessoa passar vergonha e servir de exemplo pros próximos. Mas na maioria das vezes, largar no vácuo é melhor.

A pessoa nem vai saber se você leu.

Não internalizo
Ficar remoendo isso, me martirizando, não compensa. Dependendo da rede onde fizeram isso com você, você pode silenciar (twitter) ou bloquear (instagram, facebook e linkedin).

Onde tiver gente em rede social, certamente vai ter também a parte babaca.
Lembre-se: eles não sabem nada da sua vida. Você é maior que isso. Dependendo do grupo em que você está, você pode até deixar isso de lado.

Ano passado passei por uma enxurrada de ódio gratuito no twitter por causa de futebol. Aí vieram outros fatores, inclusive a queda do avião da Chape.

Percebi que me desgastava demais com isso por nada. Deixei de lado.

Aproveitei a virada do ano e apaguei isso da minha vida. É um exemplo de um grupo em que eu fazia parte e saí. Não é feio esse tipo de atitude. Você tem toda liberdade pra isso.

Cultivo amor-próprio
Eu sei a pessoa que eu sou. Sei quem pode me julgar. Sei a quem dei liberdade e não devia dar. Existem pessoas que você não pode dar nem um degrau de liberdade em sua vida.

Ao perceber ódio gratuito delas, chamadas “amigas”, dê menos liberdade. Vai precisar de amor-próprio pra isso. Mas faz bem cortar relação com essas pessoas. Se elas se sentem donas da sua vida, a ponto de te expor em redes sociais, tomando satisfação, dê menos liberdade a elas.

Quem respeita e discorda das suas decisões, vai te dizer isso em particular. Não pra todo mundo ver. E sem te magoar, pois amizade e arrogância não combinam. Pequenas atitudes como essas te mostram quem deve e quem não deve ter liberdade com você.

Apago comentários
Se a rede é pública e o comentário é para muita gente ver, apago mesmo. Há um abismo entre discordar da minha opinião e vir com desrespeito. Comentários assim desencadeiam outros e encorajam mais pessoas a fazerem o mesmo tipo ofensivo de comentário. Apagar é o melhor a fazer.

Essas atitudes me ajudam muito a não ficar mal por causa de gente babaca. Infelizmente, esse ódio gratuito sempre vai ter. Não estamos imunes a eles, mas podemos decidir como nos sentir quando enfrentarmos isso.

Saber como agir quando acontecer com você, é a chave para não sofrer por isso.

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Gabi Barboza
É graduanda em Psicologia, tem 32 anos. Como o que faz o mundo dela girar, são as pessoas, trabalha com Recursos Humanos. É mineira, bem casada com um Gaúcho lindo. Mora em Porto Alegre desde 2012. Está sempre lendo e ama escrever. Se sente rica, por ter vários livros em uma estante que é o seu tesouro. Ama se engajar em causas sociais, crê que a única coisa que levamos desse mundo, é o que plantamos. E que as boas obras, são fundamentais.

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